Fundos de Investimento (Parte II)

Atualmente uma opção bastante atraente para o público que quer iniciar a investir com ações da bolsa de valores, são os fundos de investimentos.

Fundos de Investimento é uma forma de aplicação financeira, formada pelo conjunto de vários investidores que se juntam para a realização de um investimento financeiro, organizada sob a forma de pessoa jurídica (empresa), tal qual um condomínio, visando um determinado objetivo ou retorno esperado, dividindo as receitas geradas e as despesas necessárias para o empreendimento.

A administração e a gestão do fundo são realizadas por especialistas contratados. Os administradores tratam dos aspectos jurídicos e legais do fundo, os gestores da estratégia de montagem da carteira de ativos do fundo, visando o maior lucro possível com o menor nível de risco.

A carteira dos fundos geralmente são bem diversificadas, podendo conter diversos ativos tais como: ações cotados na bolsa de valores, títulos de renda fixa, títulos cambiais, derivativos ou commodities negociadas em bolsas de mercadorias e futuros, dentre outros.

a) Vantagens

A grande vantagem de investir em fundos de ações é a comodidade para o investidor que prefere deixar seus recursos aos cuidados do especialista em investimentos.

O que acontece é que geralmente quem procura esses tipos de fundos não tem tempo para acompanhar diariamente o comportamento do mercado, então uma solução é investir nesses fundos. E as taxas são mais vantajosas em virtude do alto volume de dinheiro captado por esses fundos, pois um investidor pequeno que resolve investir na bolsa com certeza pagar taxas acima dos cobrados pelos fundos.

Em geral, os fundos são investimentos com alta liquidez, o que permite, na grande maioria dos casos, saques a qualquer momento sem qualquer tipo de carência. A exceção mais importante é no caso dos fundos fechados, os quais não admitem resgate de cotas, apenas a venda das cotas no mercado secundário.

b) Rentabilidade

A rentabilidade de cada fundo é determinada pela estratégia de investimento adotada pelo gestor, que deve respeitar as características definidas no seu estatuto. Existem fundos conservadores e fundos mais agressivos com diferentes graus de risco definidos de acordo com seu objetivo.

Se um fundo conseguir rentabilidade de 3% em um mês, todos os cotistas terão a mesma valorização, independentemente do valor aplicado. As taxas e impostos têm grande importância na rentabilidade do fundo, portanto, vale a pena ficar atento às taxas cobradas, que variam de acordo com o fundo e com a instituição.

c) Risco

A carteira de ativos de um fundo de investimento é geralmente formada por ativos de diversos tipos, com diferentes graus de risco. O risco total da carteira do fundo é repassado ao aplicador ou cotista do fundo.

O risco de um fundo de investimento pode ser definido como o grau de incerteza na obtenção do retorno esperado investindo em um determinado fundo. Dessa forma, os fundos podem ser classificados como de baixo, médio e alto risco. Geralmente, fundos de baixo risco apresentam um maior nível de segurança ao investidor, mas em contrapartida costumam ter um retorno menor. Fundos de alto risco, por outro lado, podem trazer um retorno mais alto, mas com um grau muito maior de incerteza, podendo até mesmo trazer prejuízos aos investidores.

d) Tipos de risco

d.1) Risco de mercado

Risco inerente a oscilações dos mercados onde os ativos financeiros, que fazem parte da carteira do fundo, são negociados.

Importante para evitar que o investidor se surpreenda com possíveis rendimentos negativos é acompanhar o mercado e estar ciente das possíveis oscilações de rendimentos dos fundos.

d.2) Risco de crédito

Risco de crédito se refere a uma possível incapacidade das instituições financeiras, responsáveis pela emissão dos ativos financeiros componentes da carteira, de honrarem seus compromissos financeiros assumidos com os investidores. Essa situação pode ser causada por problemas financeiros oriundos de uma má administração ou gestão, dificuldades com planos econômicos, etc. Esse problema também pode ocorrer com a própria entidade administradora do fundo de investimento.

e) Administradores e Gestores

Os administradores de fundos são as instituições financeiras responsáveis legais perante os órgãos normativos e reguladores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central, além de determinar a política e o regulamento de cada fundo.

Existe também a figura do Gestor de Carteiras que é responsável pela aocacao dos recursos do fundo, avaliando os cenários e estruturando as carteiras. São profissionais especializados, e, autorizados pela CVM, que acompanham o mercado e procuram definir os melhores momentos de compra e venda e quais ativos comporão a carteira do fundo.

Cada fundo de investimento constitui-se como uma pessoa jurídica própria, não se confundindo com a instituição gestora. O que significa que o dinheiro aplicado num fundo está resguardado de qualquer eventual problema financeiro que a administradora ou a gestora venham a ter.

Importante ressaltar que os Fundos de Investimentos são auditados por empresas especializadas, emitindo inclusive parecer sobre a empresa administradora dos fundos.

f) Análise de desempenho

Abaixo seguem alguns itens os quais devemos estar atentos na hora de julgar o desempenho dos fundos de investimentos.

f.1) Transparência

É obrigação dos administradores de recursos fornecerem todo o tipo de informação relevante para o cotista sobre a política de investimento do fundos, os riscos envolvidos e os principais direitos e responsabilidades dos investidores e dos gestores. O prospecto e o regulamento do Fundo são os instrumentos básicos de informação no momento inicial do investimento. Porém, durante o período de permanência do investidor no fundo ele deve ser informado sobre todas as mudanças importantes, seja na equipe de gestores ou no estatuto do fundo. A utilização do correio eletrônico (e-mail) como meio de comunicação entre o administrador de fundos e os cotistas é uma das principais inovações nas regras dos fundos.

Geramente os bancos enviam cartas por correio demonstrando o desempenho dos fundos com número e gráficos, comparando com anos anteriores.

f.2) Volatilidade

A volatilidade vem a ser a dispersão positiva ou negativa em relação à média das rentabilidades diárias. Mais especificamente seria a média dos desvios padrões . Um investimento com alta volatilidade deve ser considerado como de maior risco. Já os investimentos com baixa volatilidade possuem uma performance mais estável e, portanto, com um comportamento mais previsível, sua performance não surpreende o investidor.

f.3) Risco e retorno

Retorno e risco são duas variáveis que andam juntas no mundo dos investimentos. Quanto maior a possibilidade de retorno maiores os riscos envolvidos. Por exemplo, fundos que investem mais do que seu patrimônio no mercado futuro e que podem ter alta rentabilidade em certos períodos, trazem consigo um alto risco e a possibilidade de rendimentos negativos durante algum período. Já os fundos mais conservadores procuram garantir mais segurança aos seus investidores e portanto rentabilidades menores.

f.4) Análise de Risco

Antes de investir em um fundo é importante avaliar os riscos envolvidos na aplicação. Conhecer o tipo de investimento, a volatilidade das cotas e os índices de risco do fundo é fundamental para a escolha consciente do investidor. Outros aspectos que devem ser analisados pelo investidor são: a instituição que faz a gestão e a administração do fundo, o agente custodiante (instituição que faz a custódia dos títulos do fundo) bem como a empresa que faz auditoria dos fundos.

f.5) Alavancagem

Um conceito importante a ser explorado é o de Alavancagem. A alavancagem ocorre quando o gestor assume obrigações maiores do que o patrimônio do fundo, assumindo dívidas para aumentar o volume dos recursos aplicados e, por conseqüência, aumentando o risco da operação. O regulamento de cada fundo preceitua quanto é o limite de alavancagem de cada fundo. Por isso, é importante sempre ler no regulamento quanto é este limite para se conhecer o campo de atuação do gestor. Há gestores que alavancam mais de três vezes o patrimônio do fundo. Para os fundos de renda variável há um limite estabelecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de 100% de alavancagem sobre o patrimônio.

f.6) Risco de Crédito

É a avaliação da capacidade do emissor de cada papel em honrar a obrigação assumida no título. Por exemplo, se um CDB compuser a carteira do fundo, é fato relevante saber se o Banco emissor está pagando suas contas, adimplente no mercado, em suma a saúde financeira da instituição. Vale lembrar que este risco não está implícito na volatilidade de um fundo.

f.7) Histórico do Fundo e do Gestor

Embora rentabilidade passada não seja garantia de rentabilidade futura, a evolução do valor das cotas do fundo é um bom parâmetro para se tomar como base na escolha de um fundo de investimento. Porém, é importante saber se a política de gestão praticada, o gestor e o procedimentos de análises atuais são os mesmos que garantiram aquela rentabilidade passada.

Dicas para Investidores

g.1) Dicas para o investidor iniciante e com pouco capital:

Para o investidor iniciante é importante analisar se o recurso disponível para aplicação será resgatado em curto ou longo prazo.

Se curto prazo é importante aplicar em fundos de renda fixa, se longo prazo recomenda-se escolher fundos de risco mais alto, tal qual os fundos de investimento vinculados a bolsa de valores.

g.2) Dicas para o investidor avançado com capital elevado:

Para investidores com capital elevado, importante distribuir seus investimentos para quem aposta nos fundos de investimento de risco mais alto. Pois em razão de suas volatilidades, quando uma cair rendimentos, outros investimentos podem subir.

Para quem tem capital entre 50 a 100 mil reais, importante avaliar a necessidade do dinheiro no curto ou longo prazo. Recomenda-se aplicar em fundos de renda fixa uma parte desse valor e o restante em fundos com risco mais alto dependendo da necessidade do investidor.

Rentabilidade de alguns Fundos de Investimentos

Banco ITAU – Fundos de Risco Alto – Alta Volatilidade
 

Fundos (ações)

Data

Rentabilidade Acumulada % (já descontada a taxa de administração)


 


 

No Mês

Mês Ant.

No Ano **

Em 12 meses *

Em 24 meses *

 Itaú Petrobras(27)

29/08/08

-3,14

-22,31

-19,29

37,72

71,48

 Itaú Vale do Rio Doce(26)

29/08/08

-8,35

-17,64

-28,09

-0,53

79,83

 Itaú FI em PIBBs Ações IBrX-50(32)

29/08/08

-5,42

-11,87

-17,25

7,52

55,12

 Itaú Índice Ações Ibovespa(30)

29/08/08

-6,69

-8,67

-14,53

5,71

52,02

 Itaú Carteira Livre(31)

29/08/08

-6,79

-11,34

-15,59

3,22

49,45

 Itaú Ações(25)

29/08/08

-6,14

-12,16

-18

2,2

48,76

 Itaú Excelência Social(29)

29/08/08

-6,6

-11,6

-17,7

5,8

44,16

 Ações Grupo Itaú(22)

29/08/08

-7,91

2,46

-16,24

-15,82

-

 Itaú Governança Corporativa(23)

29/08/08

-8,46

-7,39

-20,9

-5,18

-

 Itaú Dividendos Ações(24)

29/08/08

-7,49

-5,97

-2,84

11,36

-

 Itaú Infra-Estrutura(28)

29/08/08

-8,04

-2,65

-14,12

-8,26

-

Banco do Brasil – Fundos de Risco Alto - Alta Volatilidade
 

 Ações

Rentabilidade(%)


 

  PL Médio (R$ Milhões)

 Fundo

Dia

Acum. Mês

Julho

2008

12 Meses

24 Meses

36 Meses


 

PL Médio 12 meses

Taxa de Adm.(aa)

 BB Ações Petrobras

-1,42

-2,99

-2,99

-18,91

43,4

74,12

141,15


 

1594

2,00%

 BB Ações Vale

-1,04

-7,94

-7,94

-27,13

-6,22

88,45

116,55


 

2123

2,00%

 BB Ações Dividendos

-1,04

-7

-7

-7,41

4,52

49,13

115,76


 

1205

2,00%

 BB Ações PIBB

0,42

-5,51

-5,51

-17,5

6,49

50,09

101,77


 

435

1,50%

 BB Ações Exportação

-0,69

-7,35

-7,35

-13,23

-0,88

47,55

96,44


 

149

3,00%

 BB Aç IBrX Indexado

-1,28

-6,3

-6,3

-17,3

2,15

40,4

83,12


 

460

4,00%

 BB Aç IBov Indexado

-1,29

-6,87

-6,87

-15,76

2,63

41,59

82,81


 

337

4,00%

 BB Ações IBov Ativo

-1,27

-6,79

-6,79

-17,02

1,45

38,16

78,06


 

93

4,00%

 BB Ações Energia

-1,57

-9,39

-9,39

-2,24

1,6

30,32

66,08


 

61

2,00%

 BB Ações Sustent.Emp(1)

-1,23

-5,85

-5,85

-14,37

8,79

41,12

57,47


 

33

2,50%

 BB Ações Small Caps

-0,54

-8,73

-8,73

-19,5

-14,89

13,55

53,65


 

47

3,00%

 BB Ações Telecomunic

-0,36

-4,58

-4,58

-10,62

-13,67

21,34

31,02


 

22

2,00%

 BB Ações Multi Setor(1)

-1,07

-7,34

-7,34

-21,53

-4,92

30,8

22,54


 

31

4,00%

 BB Ações Embraer

0,98

15,22

15,22

-30,58

-33,07

-27,19

-28,22


 

24

2,00%

 BB Ações Consumo(1)

-1,17

-6,91

-6,91

-22,03

-30,29

-

-


 

7

2,00%

 BB Ações Bancos(1)

-1,89

-7,77

-7,77

-19,23

-22,85

-

-


 

37

2,00%

 BB Ações Siderurgia(1)

0,78

-10,31

-10,31

10,28

18,58

-

-


 

142

2,00%

 BB Ações BB(1)

-1,69

-4,8

-4,8

-21,18

-16,82

-

-


 


 

1,50%

 BB Ações Const Civil(2)

-

-

-

-

-

-

-


 

1

2,00%

ITAU – Tipos de Aplicações Financeiras e Aplicações Mínimas
 

Fundos (ações)

Aplicação mínima inicial (R$)

Horário Limite

Rentabilidade acum. (%)

Grau de risco


 


 


 

No mês

12 últ. meses


 

Itauvest Plus Curto Prazo

300,00

21:00h

0,03

5,37

Muito Baixo

Itaú Curto Prazo

300,00

21:00h

0,03

6,93

Muito Baixo

Itaú Plus Curto Prazo

10.000,00

21:00h

0,04

8,63

Muito Baixo

Itaú Prêmio DI

300,00

21:00h

0,03

7,08

Baixo

Itaú Super DI

10.000,00

21:00h

0,04

8,71

Baixo

Itaú DI Ecomudança

10.000,00

21:00h

0,04

4,10

Baixo

Itaú Max DI

50.000,00

21:00h

0,04

9,47

Baixo

Itaú Mega DI

100.000,00

21:00h

0,04

n/d

Baixo

Itaú Prêmio RF

300,00

21:00h

0,03

6,58

Médio

Itaú Fidelidade RF

5.000,00