O Inferno Burocrático das Empresas

Muito tem se discutido, atualmente, sobre a exagerada burocracia envolvida na abertura de um negócio. Desde a sua constituição, até as diversas declarações a serem preenchidas e entregues aos órgãos federais, estaduais e municipais, durante suas atividades.

O reflexo dessas exigências, acarreta um grande ônus para as empresas. Já que muitas horas são gastas para atender as demandas burocráticas exigidas pelos órgãos federais, estaduais e municipais.

  • Declaração de Imposto de Renda ( DIPJ – 1 vez no ano)

  • DIRF (retenções – 1 vez ao ano)

  • Rais (para ministério do trabalho – 1 vez no ano)

  • Caged (se tiver admissões ou demissões no ano)

  • Declaração do PIS e COFINS (DACON – mensal ou semestral)

  • GIA mensal ICMS (para contribuintes de ICMS) e GIA anual

  • DCTF (declaração de débitos federais – mensal ou semestral)

  • Livros fiscais (Livro dário, livro razão, Lalur, livro registro de entradas e saídas, apuração do ICMS, livro registro de inventário)

  • Arquivos Sintegra (ICMS – mensalmente)

  • SEFIP (FGTS)

Apesar da exagerada burocracia envolvida na abertura de um negócio, tem-se visto um crescimento no número de novos empreendimentos, graças a grande expansão econômica atual, juntamente com a redução das taxas de juros e aumento significativo dos créditos às pessoas físicas e jurídicas.

Conforme informações do Sebrae, a média de tempo gasto para se abrir uma empresa é cerca de 152 dias, ou seja, em torno de 5 meses. No Canadá, por exemplo, são necessários dois dias apenas e dois procedimentos, e no Brasil existem cerca de 17 procedimentos para se abrir definitivamente uma empresa.

Outro problema que nosso país enfrenta, é que as empresas não tem durado mais que 5 anos de vida muito pela falta de planejamento.

Atualmente, no mundo competitivo, é necessário planejamento estratégico antes de se abrir um negócio. Desde saber quais os riscos do negócio, bem como saber se esta preparado e se tem qualificações necessárias para administrar uma empresa.

Em primeiro lugar o empresário deve realizar uma pesquisa de mercado, analisar a concorrência, os fornecedores e o mercado consumidor. E sobre o local do estabelecimento deve ter conhecimento da região.

Outra preocupação que se deve ter é quanto ao capital a ser investido no negócio, bem como capital de giro necessário para manter as contas em dias, pagamentos a fornecedores, salários, entre outros.

Umas das recomendações muitas vezes não atendida pelo empresário iniciante é na realização de fluxos de caixa mensais, até diários, afim de analisar o quanto se está gastando com o negócio. Esta análise auxilia muito a concluir se está no caminho certo.

Concluímos que atendendo a maioria dos requisitos acerca do planejamento estratégico, antes da abertura de um negócio, e mantendo controle financeiro do mesmo, não acabarão como mera estatística negativa no abre e fecha das empresas.

Ver artigos anteriores:

Como Aproveitar sua Aposentadoria Investindo

A Carga Tributária do Governo Lula


Marcus Feijó
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