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A Bolsa de Valores e
o Mercado de Ações (Parte I)
Com o grande
crescimento econômico nos últimos tempos, desde o plano
Real, a Bolsa de Valores, e o Mercado de Ações têm
aumentado consideravelmente em níveis maiores que outros
investimentos, tipo poupança ou fundos de renda fixa.
Para
entendermos, a Bolsa de Valores é uma instituição em que
se negociam títulos e ações de empresas públicas e
privadas. A importância desta nas economias de mercado é a
canalização rápida das poupanças para a sua transformação
em investimentos e constituem para os investidores, um
meio prático de jogar lucrativamente com a compra e venda
de títulos e ações, escolhendo os momentos adequados de
baixa ou alta nas cotações.
A Bolsa teve
seu inicio na Bélgica, na casa de um senhor, onde se
faziam reuniões de diversos comerciantes. A Bolsa de Paris
foi fundada por Luís VII em 1141 e regulamentada em 1304.
No ano de 1968 surgiu a Bolsa de Fundos Públicos de
Londres. Antes do século XIX não existia instituições
organizadas, somente pessoas trabalhando como banqueiros e
corretores. Mas a partir de então as Bolsas de Valores vem
sofrendo constantes transformações, se especializando em
diferentes tipos de créditos. Apenas em dezembro de 1894,
foi aprovada em São Paulo uma tabela de contagem para a
embrionária Bolsa Livre de Valores, por ato do Governo
Federal e no ano de 1964, as bolsas possuíram as
características que possuem atualmente.
A Bolsa de
Valores de São Paulo é hoje considerada a maior da América
Latina com quase 600 empresas listadas.
O novo canal
elaborado para facilitar as negociações entre os
investidores e as corretoras via Internet,
o Home Broker, se tornou motivo de maiores investimentos
por parte das pessoas físicas. Os registros da Bolsa de
Valores de São Paulo (BOVESPA) indicam que o número destes
investidores entre os meses de janeiro de 2007 e de 2008
cresceu de 224.536 para 466.830. E até junho contava com
516.757 contas de investidores pessoas físicas.
|
Bovespa |
|
Anos |
(%) |
|
Anos |
(%) |
|
- |
- |
|
2.001 |
-6,21% |
|
1.995 |
6,69% |
|
2.002 |
-12,38% |
|
1.996 |
52,18% |
|
2.003 |
72,35% |
|
1.997 |
46,51% |
|
2.004 |
18,12% |
|
1.998 |
-21,63% |
|
2.005 |
27,43% |
|
1.999 |
101,46% |
|
2.006 |
30,86% |
|
2.000 |
-6,99% |
|
2.007 |
37,75% |
|
Total |
178,22% |
|
Total |
167,93% |
|
Média |
29,70% |
|
Média |
23,99% |
|
Total geral |
346,15% |
|
Média geral |
26,63% |
As quedas
produzidas em 1998, 2000 a 2002, foram no período de crise
nos países emergentes apesar da inflação estar
estabilizada na América Latina. No período de 1998, os
fatos que levaram a queda da Bolsa, foram principalmente a
Crise na Rússia (moratória da dívida externa em agosto de
1998) e Reeleição de Fernando Henrique Cardoso
para Presidente do Brasil.
Em final de
1999, ocorreu o pico da bolha especulativa das ações de
tecnologia e em decorrência da desaceleração da economia
norte-americana e a queda da bolsa em 2000.
Em 2001, a
Bolsa caiu em decorrência dos racionamentos de energia e
dos atentados em 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas
nos Estados Unidos.
Em 2002, a
queda da Bolsa se deu através do nervosismo pré-eleitoral
e da eleição de Lula em outubro de 2002.
De 2003 em
diante o forte crescimento, muito se deve ao forte
crescimento chinês e a alta das commodities e a manutenção
da política econômica por parte de Lula.
Desde o Plano
Real, nos anos de 1995 a 2007 a Bolsa de Valores cresceu
consideravelmente, cerca de 346,15% em 13 anos. O que
produziu um média anual de 26,63%.
Em 2008, em
virtude da crise norte-americana e conseqüentemente
a retirada de capital estrangeiro da Bolsa de Valores,
tivemos mais períodos de queda, porém valores
insignificantes com relação a todos os anos anteriores já
produzidos pela Bolsa.
|
ANO
DE 2008 |
|
MÊS |
(%) |
|
31/01/08 |
-6,88% |
|
29/02/08 |
6,72% |
|
29/03/08 |
-3,98% |
|
30/04/08 |
11,32% |
|
31/05/08 |
6,96% |
|
30/06/08 |
-10,43% |
|
30/07/08 |
-8,48% |
|
TOTAL |
-4,76% |
|
MÉDIA |
-0,68% |
Abaixo segue um comparativo dos indicadores da Bovespa com
a Poupança e um dos índices de inflação mais conhecidos, o
IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado).
|
COMPARATIVO ANUAL |
|
Bovespa |
Poupança |
IGP-M |
|
ANO DE 1995 |
|
6,69% |
33,96% |
14,31% |
|
ANO DE 1996 |
|
52,18% |
15,24% |
8,84% |
|
ANO DE 1997 |
|
46,51% |
15,42% |
7,49% |
|
ANO DE 1998 |
|
-21,63% |
13,57% |
1,78% |
|
ANO DE 1999 |
|
101,46% |
11,61% |
18,52% |
|
ANO DE 2000 |
|
-6,99% |
8,01% |
9,55% |
|
ANO DE 2001 |
|
-6,21% |
8,28% |
9,92% |
|
ANO DE 2002 |
|
-12,38% |
8,91% |
22,92% |
|
ANO DE 2003 |
|
72,35% |
10,69% |
8,42% |
|
ANO DE 2004 |
|
18,12% |
7,83% |
11,77% |
|
ANO DE 2005 |
|
27,43% |
8,88% |
1,21% |
|
ANO DE 2006 |
|
30,86% |
8,09% |
3,79% |
|
ANO DE 2007 |
|
37,77% |
7,52% |
7,50% |
|
ANO DE 2008* |
|
-4,76% |
4,14% |
8,40% |
|
MÉDIA |
|
24,39% |
11,58% |
9,60% |
|
* até julho de 2008 |
Como exemplo citamos um investimento de 10.000 reais
aplicados em janeiro de 2002 para resgate 5 anos depois
com aplicações de 100,00 reais por mês.
|
Resultado: |
|
Bovespa |
Poupança |
IGP-M |
|
Valor
Aplicação Inicial: |
|
10.000,00 |
10.000,00 |
10.000,00 |
|
Total
Aportes: |
|
9.000,00 |
9.000,00 |
9.000,00 |
|
Rendimento |
|
35.170,76 |
7.763,08 |
7.665,67 |
|
Valor
final para Resgate: |
|
54.170,76 |
26.763,08 |
26.665,67 |
|
(%) mensal
médio: |
|
2,16% |
0,73% |
0,73% |
|
(%) ANUAL |
|
29,25% |
9,17% |
9,07% |
O
valor produzido pela Bolsa de Valores foi 216% maior que a
poupança e 222,49% maior que a correção do IGP-M.
Outro exemplo citamos um
pessoa que resolveu investir 300 reais por mês desde
janeiro de 1995 e resolveu resgatar 13 anos depois
(janeiro de 2008), obteve os seguintes resultados:
|
Resultado: |
|
Bovespa |
Poupança |
IGP-M |
|
Valor Aplicação
Inicial: |
|
0,00 |
0,00 |
0,00 |
|
Total Aportes: |
|
46.800,00 |
46.800,00 |
46.800,00 |
|
Rendimento |
|
219.424,15 |
45.644,20 |
42.263,43 |
|
Valor final para
Resgate: |
|
266.224,15 |
92.444,20 |
89.063,43 |
|
(%) mensal médio: |
|
1,85% |
0,80% |
0,76% |
|
(%) ANUAL |
|
24,57% |
10,03% |
9,50% |
O
valor produzido pela Bolsa de Valores foi 145% maior que a
poupança e 159% maior que a correção do IGP-M.
A
bolsa de valores nunca foi uma garantia de lucros futuros
e de rentabilidade segura. Porém o que vemos desde o
início de suas atividades, que tem sido um investimento
muito lucrativo tanto para empresas quanto para os
investidores. E quanto mais a nossa economia cresce mais
investimentos estrangeiros captamos e mais rentabilidade
conseguimos.
Leia também os artigos
das edições anteriores:
Redução de Desperdícios
dentro das Empresas
A Importância do
Planejamento nas Empresas
O Inferno Burocrático nas
Empresas
Como Planejar sua Vida
Investindo
A Carga Tributária do Governo
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