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A Carga
Tributária e o Governo Lula
Dos
diversos governos que o Brasil já passou, nunca pesou
tanto para o bolso da população a carga tributária durante
o período do governo Lula que se iniciou em janeiro de
2003.
De
2003 até dezembro de 2007, em média a arrecadação aos
cofres da receita federal
aumentaram cerca de 25% ao ano. No mesmo período, o
salário mínimo brasileiro, que em janeiro de 2003 estava
em 200,00 reais, e hoje está em R$
380,00 , registrou um
aumento cerca de 18% ao ano.
Isso
explica a redução do poder de compra da população
brasileira de modo geral. Pois
da mesma forma em que a carga tributária aumenta, os
produtos que foram afetados por
esses aumentos, são geralmente repassados aos
consumidores que passam a consumir menos, ou em
menor proporção.
Dentre
as diversas alterações da carga tributária federal,
durante os anos de 2003 a 2007,
que atingiu a maioria das empresas, destacamos a
não-cumulatividade do PIS e COFINS, instituída em
dezembro de 2002 para o PIS e
fevereiro de 2004 para a COFINS, principalmente as
indústrias tributadas pelo lucro
real, que apesar de instituírem o direito a
créditos sobre custos e algumas despesas definidas
na lei, as alíquotas aumentaram
em média 150%. O Pis passou de 0,65% pra 1,65% e a Cofins
passou de 3% para 7,6%.
Outra
alteração em 2003, que afetou positivamente os cofres da
receita federal foram os
aumentos da alíquota da COFINS de 3% para 4% aos setores
financeiros.
Em
2004, foi instituída a cobrança do PIS e COFINS sobre as
importações, que em alguns casos
são de forma direta sem direito a créditos. Também
neste mesmo período foi
aumentado em 20% a tabela de incidência do
imposto sobre os cigarros.
A
partir de agosto de 2004, as empresas tributadas pela
não-cumulatividade do PIS e
COFINS, tiveram em sua maioria, sua carga tributária
elevada em razão da vedação de
utilização de créditos sobre despesas financeiras.
Mesmo com o alívio, concomitante, reduzindo a zero
a cobrança do PIS e COFINS,
sobre as receitas financeiras, as empresas brasileiras
possuem em sua maioria mais
despesas financeiras por necessitarem das financeiras,
capital de giro e financiamentos para bens de
capital.
Outro
fator importante a ser destacado são as Receitas
Previdenciárias, que
administradas pela Receita federal, aumentaram a alíquota
da contribuição patronal de 11%
para 22%.
Não
podemos deixar de destacar também, que o crescimento
econômico brasileiro, nos
diversos setores (bens e serviços), principalmente
afetados pelos aumentos das vendas e nas captações
de investimentos do exterior,
também afetaram o aumento positivo da carga tributária.
O que se espera agora, que para os anos de 2008 e
2009, a carga tributária não
seja aumentada tanto como tem sido, pois o Brasil precisa
proporcionar ao consumidor, poder de compra
evitando a recessão e a inflação.
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Marcus Feijó
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