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FINANÇAS PESSOAIS

Gilberto Silva, Economista e Consultor em Finanças
Pessoais, comenta o padrão de orçamento da família
brasileira, apurado pela FGV, e
fala de administrar recursos e dinheiro, através de um
orçamento financeiro familiar e pessoal.
Gilberto Silva está à disposição do leitores para
responder dúvidas e receber sugestões para os próximos
artigos, que podem ser enviadas para o e-mail
ggus2007@hotmail.com
ORÇAMENTO
FINANCEIRO PESSOAL
Orçamento
da Família Brasileira.
A Fundação Getulio Vargas (FGV), apurou que o padrão da
família brasileira gasta 30% em
habitação e moradia, 25% em alimentação, 12% em saúde e
cuidados pessoais, 8% em
educação e cultura e mais 15% em
transportes, 5% em vestuário e 5% em despesas diversas,
e a recomendação de que 10% sejam destinados a
Poupança.
No caso de habitação e moradia, a recomendação para não
ultrapassar o percentual de 30% no orçamento, também é
sugerido pelos Bancos e Caixa Econômica quando ocorrer
pedido de financiamento imobiliário.
Então, a partir destes dados,
anotamos valores em reais e percentagens correspondentes,
possibilitando que cada um projete seus gastos, de
acordo
com o total de rendimentos.
|
RENDIMENTOS |
R$
100,00 |
100% |
|
GASTOS |
|
Habitação e Moradia |
R$ 30,00 |
30% |
|
Alimentação |
R$ 25,00 |
25% |
|
Saúde e
cuidados pessoais |
R$ 12,00 |
12% |
|
Educação
e Cultura |
R$ 8,00 |
8% |
|
Transportes |
R$ 15,00 |
15% |
|
Vestuário |
R$ 5,00 |
5% |
|
Despesas
Diversas |
R$ 5,00 |
5% |
|
Poupança |
- |
-
|
|
TOTAIS
DE GASTOS |
R$
100,00 |
100% |
O modelo
padrão observa que a maioria da população não consegue
atender a recomendação de poupar 10% do que recebe.
O orçamento pessoal e familiar é exclusivo e único de cada
um, pelo fato de que cada pessoa
tem um nível ou padrão de consumo diferente,
e principalmente, as aspirações de vida modificam
estes padrões.
Na elaboração de um orçamento pessoal, o primeiro passo é
conhecer rigorosamente todos os gastos.
O importante é saber como o dinheiro vem e para onde vai.
Com rigoroso controle e anotação dos gastos isso
será possível. Evitando aquela
sensação de que o dinheiro sumiu, ou de que está sempre
faltando.ou ainda não saber para onde o dinheiro esta
sendo destinado.
Vamos conhecer um pouco mais de nossos gastos e
classificá-los da melhor forma possível, e registrando mês
a mês a gente vai aperfeiçoando,
o controle orçamentário.
Os rendimentos devem ser anotados pelo valor líquido.
No caso de salário , o valor já vem descontado o
INSS, o IR e outros.
Nas despesas de habitação e moradia:
Sobre o imóvel, recai valor de aluguel ou
prestação, o condomínio, o IPTU.
As despesas da casa são diversas como luz, água, gás,
telefone, TV a Cabo, Internet.
Alimentação tem o Supermercado, a Mercearia, a Feira
Livre, a Padaria.
Saúde e Cuidados pessoais verifique o plano de saúde, a
farmácia, os produtos
de higiene e beleza.
Educação e Cultura . conforme os hábitos, de freqüentar
cinema, livraria, shows.
e cursos em geral, inclusive faculdade.
Transportes. Considere ônibus, lotação, trem, ônibus
metropolitano, táxi, utilizados
para atividade de trabalho ou estudo.
Vestuário. as estações do ano, o apelo da moda, e o
dia-a-dia tornam constantes as compras à vista e prestação
de lojas.
Deveremos estar atentos aos gastos variáveis com telefone
celular, taxas de serviços financeiros . e extraordinários
como dentista, manutenção de veículo, manutenção da casa.
E gastos ótimos, de lazer, como clube, academia, viagens,
teatro, restaurante, barzinho, presentes, festas de
aniversário.
PERCEBEMOS, então, as inúmeras possibilidades de gastos,
consumo, e compras em geral.
A partir de seus registros, se escolherá o melhor em
consumir, poupar e aplicar seus rendimentos.
O controle orçamentário é tema sempre polêmico. Quem faz,
abre mão de alguns prazeres para não ser pego de surpresa
no futuro.
Porém o objetivo de um orçamento é gastar melhor.
Um bom orçamento visa melhorar nossa vida,
permitindo tranqüilidade e bem estar através do
orçamento equilibrado.
Também pressupõe que se consiga fazer uma reserva para
garantir segurança futura para imprevistos, no próprio
orçamento.
Você só deverá cortar gastos ótimos (ou supérfluos) do
orçamento quando estiver
endividado, ou quando gastar mais do que ganha.
Em geral as pessoas só se preocupam com orçamento nas
horas de aperto. Por isso, são
associados o fazer orçamento, com o fazer cortes.
O ideal é criar o hábito de fazer e refazer o orçamento
com constância.
Nestas horas é possível fazer direcionamentos para
realizar objetivo, como fazer uma viagem. um passeio, uma
troca de veículo, até mesmo,
atender um compromisso assumido anteriormente.
É importante estarmos sempre bem informados, para buscar
um padrão de gastos, poupança e investimentos condizentes
com nossos objetivos, e com o e
perfil de renda de cada pessoa ou família..
Eis que temos a nossa disposição a mais importante
referência do país. O perfil do
orçamento padrão da família brasileira pesquisado pela FGV
- Fundação Getúlio
Vargas.
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Leia também
os artigos das edições anteriores:
Planejamento Financeiro Pessoal tem a ver com projeto de
vida
Finanças
pessoais na volta das férias
Impacto das Mudanças
Econômicas nas Finanças Pessoais
GILBERTO SILVA
Bacharel em Ciências Econômicas – Conjuntura e
Política Econômica
Personal trainner em finanças pessoais (LabMec
PUCRS)
E-mail:
ggus2007@hotmail.com
Telefone: 51 97247752 – Porto Alegre-RS
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