A PERDA DA FORÇA MUSCULAR

Nesse artigo o Educador Físico David Sinhoreli nos fala sobre as alterações físicas decorrentes do processo de envelhecimento e de como podemos preveni-las.

David Sinhoreli é Personal Trainer, Educador Físico formado em Educação Física pela UFRGS, especialista em Atividade Física adaptada à saúde pela Universidade Gama filho do RJ. Tem Pós em Prescrição de Atividade Física para Saúde e Doença pela UFRGS e Pós em Atividade Físca para portadores de patologias Ortopédicas. Ele é proprietário da Ds Fitness  - Clínica que atende, preferencialmente, populações acima de 40 anos, com quadro clínico apontando alguma patologia específica, com tratamento através de musculação terapêutica.

Atende também pessoas livres de doenças com atividade física personalizada e preventiva de diversas patologias, o trabalho é direcionado e orientado para saúde e qualidade de vida, todos os profissionais que atuam na Clínica Ds Fitness são formados e possuem alguma especialização. A Ds Fitness conta ainda com nutricionista, fisioterapeuta e ortopedista.


Uma das mais importantes alterações que ocorre com o envelhecimento natural, conhecido como senescência, é a diminuição da massa muscular esquelética.

A perda de força muscular é a principal responsável pela deterioração da mobilidade e da capacidade funcional do indivíduo que está envelhecendo. A falta de força em carregar uma sacola de mantimentos para casa, a dificuldade em levantar de uma cadeira, levantar da cama, a diminuição na velocidade do passo, problemas de equilíbrio, quedas e risco de fraturas tão comuns em populações idosas, são reflexos de sintomas de fraqueza muscular.

O pico da força no ser humano é atingido entre os 20 e 30 anos de idade. Após este período tem início uma redução gradual e progressiva, tornando-se clinicamente perceptível a partir dos 60 anos. Indivíduos saudáveis entre 70 e 80 anos tem perda 20% a 40% da sua força física. Essa perda gradativa é conhecida como sarcopenia palavra de origem grega que literalmente significa “perda de carne” (sarx = carne e penia = perda), que indica a perda da massa, força e qualidade do músculo esquelético e que tem um impacto significante na saúde.

A massa muscular humana constitui de 40% a 50% do peso corporal total. As células musculares constituem de 70 a 80% das nossas células totais e representam, aproximadamente, 50% das nossas proteínas. Por este motivo, uma grande perda muscular é incompatível com a vida.

Quando a perda de músculos é proveniente de regimes alimentares, fome, doenças catabólicas (hipertireoidismo, insuficiência cardíaca, bronquites crônicas, etc), estresse e câncer, configura-se a chamada síndrome sarcopênica, que é diferente da sarcopenia que ocorre no idoso, descrita anteriormente.

É importante lembrar que com avanço da idade e em adição á hábitos inadequados de sedentarismo e alimentação, percebemos, acompanhando o envelhecimento, e em paralelo á sarcopenia, a osteoporose, soma esta que é a principal responsável por casos de quedas e fraturas em idosos. A falta de força causa também comprometimentos a nível de coordenação motora, esta última provoca quedas que por sua vez, em razão de fragilidade óssea, provocada pela osteoporose, resulta em fratura.

A prevenção é a melhor conduta para estes casos. Pessoas que praticam exercícios orientados conservam a massa e força muscular, prevenindo quedas e mantendo a coordenação motora intermuscular. Preservam e mantém também bons níveis de mineralização óssea, ou “massa óssea”, contribuindo para reduzir o risco de fraturas e invalidez.

Para tanto é necessário a participação em programas orientados de atividade física, aderindo a sessões de musculação conhecidas como musculação terapêutica, aplicada por profissionais de Educação Física habilitados e especializados nesta atividade, onde o trabalho é orientado para prevenção de patologias ortopédica, cardíacas e funcionais, contribuindo para uma longevidade sadia.

Pessoas que estão na “segunda idade” beneficiam-se deste método, pois podem adaptar a sua vida um programa que lhes proporcionará, além do aumento da expectativa de vida, uma maior qualidade por todo período de sua existência, reduzindo gastos e preocupações com doenças funcionais que podem jamais vir a sofrer.

Já os idosos beneficiam-se com o tratamento e a manutenção das valências físicas, necessárias para uma velhice sadia e independente fisiologicamente.

Portanto fique atento, exercite-se, ponha para funcionar sua máquina mais preciosa, cuide de seu bem mais valioso, sua saúde e seus amigos agradecem!


David Sinhoreli - Educador Físico
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