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Psicóloga, ex-lojista, a empresária CLAUDIA MESTER juntou o útil e o agradável no trabalho que desenvolve como Consultora de Moda ou Personal Stylist, como alguns também nomeiam. Com o auxílio da Psicologia e o gosto pela pesquisa em MODA, decidiu criar uma assessoria para atender pessoas com dificuldades nessa área. Além da consultoria de moda criou o FAZ POR MIM. Acompanhe a entrevista e descubra que serviços são esses.

Quando e como surgiu teu interesse pelo mundo da moda?

Difícil saber exatamente. Quando criança, brincava de vestir bonequinhas de papel, ficava horas me divertindo, mas podia ser apenas uma brincadeira infantil, sem grandes implicações. Ao crescer, passava a observar o que as pessoas vestiam, admirando o bom gosto de algumas, mas também por pura diversão. Fiz meu curso de psicologia, me formei, comecei um pós-graduação e foi aí que comecei a achar a minha profissão meio árida. Precisava de uma válvula de escape para as tensões do dia a dia. Comecei a ler sobre moda, não deixava passar nada que fosse relativo a área. Passei um tempo “de mal” com a psicologia, até buscar a moda profissionalmente e entender que a psicologia poderia ser minha aliada neste novo caminho. Fiz alguns cursos, busquei auxílio com duas consultoras de moda para tratar da minha imagem e comecei a atender quem solicitava ajuda, de maneira informal, porque tinha loja. Daí a fazer atendimentos profissionalmente foi um pulo.

Como tu aplicas teu conhecimento de psicologia na área da moda?


A psicologia está em tudo! A psicologia me auxilia a respeitar de pessoas que são únicas, com desejos, necessidades, vidas diferentes, também está presente na questão de manter sigilo sobre os atendimentos, já que muitas pessoas têm certos pudores em revelar que foram atendidas por consultores de moda. A psicologia auxilia na hora de propor mudanças, respeitando o tempo do cliente em organizar dentro de si esta necessidade.

De maneira geral, as pessoas absorvem bem as tendências de moda?

Não, creio que não. Tenho várias experiências diferentes para contar, mas basicamente me deparo com dois tipos de pessoas: aqueles que são conservadoras, que tem muita dificuldade em incorporar novos elementos em seu visual, desejando que eu interfira o mínimo possível, e aqueles que querem dar uma “modernizada”, incorporando estes novos elementos. O que ocorre é que neste grupo o processo também não é tão fácil assim: os novos elementos têm que estar de acordo com o que estão usando nas ruas, ao que já foi popularizado, que não necessariamente lhes favorece. Mas as pessoas querem por que querem usar essa moda! Isso não é uma boa forma de absorver as tendências. Seria boa se as tendências fossem transformadas por cada um naquilo que cai bem, que veste bem. Por exemplo, tenho visto em alguns lugares mulheres com flores no cabelo, como em uma novela, comercial de tv com a mulher mais linda do planeta. Daqui a pouco alguém acha que é interessante e passa a usar também. Daí todos passam a usar. Mas você usaria uma flor no cabelo? Eu não usaria, porque não combina comigo, mas pode acreditar que muitos vão usar sem se olhar no espelho!

Na tua opinião, quais os elementos básicos que devemos ter em mente para não cometermos “gafes” na hora de escolher o que vestir?

Basicamente pensar que moda é um termo comercial, ligado àquilo que pode gerar lucro ao comerciante, e não necessariamente o que lhe cai bem. Então, fuja do erro de usar o que viu na tv no corpo da mulher mais bonita de todas, ou que seu grande amigo usa, porque cada um tem seu tipo físico, cor de pele, defeitos e qualidades. Olhe-se sempre no espelho, de frente e de costas e não coloque algo que você mesmo fica na dúvida se está vestindo bem. Na dúvida, opte por um clássico.

A ditadura da moda existe ou é um mito?

Posso dizer que sim, existe para alguns. Parece contraditório, mas não é. A moda está muito eclética, cada criador lança novidades de acordo com suas pirações individuais, mas poder usar o que vestir dentro de um mundo de opções está ainda restrito a um grupo que entende de moda, ou que pelo menos gosta de moda, muito seguro, confiante. A grande maioria ainda sofre a pressão do grupo, se submete a usar aquilo que o seu grupo acha interessante. Para o grande público, penso sim que não haja liberdade.

Vestir bem é passar uma imagem positiva, é causar uma boa impressão. Além da roupa, que outros elementos fazem parte da construção de nossa imagem positiva?

Atitude! Não importa qual é sua tribo: imagem positiva não se cria usando o que não gostamos porque determinada roupa é considerada mais elegante do que a que você gosta de usar. Use o que gosta, que lhe cai bem, a roupa que você “segura” bem. Mas também seja gentil com as pessoas, cordial, respeite as diferenças, carregue no bom humor (porque ninguém agüenta quem está sempre de mal humor, reclamando da vida. Todo mundo tem problemas!), tenha ética nas relações e um pouco de cultura sempre cai bem!

O que não pode faltar em nosso guarda-roupa? Peças básicas que podem estar em combinação com as outras peças...

Para as mulheres: uma boa calça jeans, camisa branca, camiseta branca e camiseta preta, calça preta social, saia preta, vestido preto, blazer preto, terno de tom neutro (preto, marinho, bege), um bom tricot colorido (cardigan, suéter), casacão de lã também de cor neutra, short ou bermuda jeans, biquíni que lhe vista bem, ou maiô, um vestido leve de verão, um conjunto esportivo (de suplex, moletom, o que lhe cair bem). Cinto preto, outro marrom, escarpim preto, sapato Chanel de cor neutra, bolsa tamanho média preta, outra marrom, bolsa pequena de festa, sandália cor neutra, botas idem, um tênis para esportes, um tênis para usar no dia a dia, meias- brancas para usar com o tênis, meia calça preta e outra da cor da pele. Os básicos devem ter harmonia entre si, para possibilitarem várias combinações. O colorido é dado pelas outras peças: camisetas de várias cores, um sapato colorido, uma echarpe que quebre a monotonia do visual...

Para os homens: camiseta branca, camiseta preta, calça jeans, uma camiseta pólo colorida, blazer marinho, terno marinho, terno preto ou grafite, terno bege, sobretudo preto ou bege, bermuda jeans, um conjunto esportivo de moletom, calção de banho. Cinto preto, cinto marrom, meias-pretas, marinho, cinza e bege, gravata listrada, sapato de amarrar preto, outro marrom, mocassim marrom, tênis, meias-brancas.

Quando vamos às compras, o que devemos ter em mente para não gastar demasiado e aproveitar bem o que compramos?

Em primeiro lugar, só freqüentar liquidações se estamos realmente precisando comprar alguma coisa. O barato pode sair caro, porque somos tentados a comprar de tudo, em razão do preço, só que nós não precisamos desse tudo! É melhor comprar menos, tendo certeza de que as roupas são de qualidade e que você poderá usar muito as peças adquiridas. Pense na relação custo-benefício.

Em segundo lugar: mantenha o foco. Faça uma lista do que você precisa adquirir e mantenha-se fiel a ela. Você precisa de uma calça preta? Não leve a marrom só porque é bonita. Na loja que você foi não tinha calça preta? Então não leve outra coisa só para não “perder a viagem”.

Note o corte, o caimento da roupa. Seja exigente: não leve nada que pareça torto, mal feito.

Compre peças coordenadas, cores neutras (se preocupe primeiro em ter os básicos!).

O que faz uma consultora de moda?


Basicamente ajuda o cliente a criar uma imagem que lhe agrade e que faça jus a seu estilo de vida, gostos, necessidades pessoais, auxiliam o cliente a transmitir o que deseja.

Tem diferenças na consultoria de moda e o Personal Stylist?

Há quem tente achar diferenças, mas eu não vejo. É uma questão de linguagem: cada um usa o nome que acha que soa melhor.

Quando tu vais as compras com teus clientes,quais as dificuldades que tu observas na hora de decidir o que levar?

A principal dificuldade é vencer a vontade do cliente em comprar compulsivamente. Depois a dificuldade de aceitarem que aquilo que antes usavam não cai tão bem quanto imaginavam.

Quais as maiores dúvidas que teus clientes apresentam na hora de combinar as peças de roupa?

Sem dúvida é saber se aquela combinação de peças disfarça o problema estético que cada um acha que tem (essa roupa não me deixa mais gorda?). Depois é saber se os trajes escolhidos estão adequados a determinadas ocasiões, eventos.

Fale sobre a FAZ POR MIM - ASSESSORIA DOMÉSTICA, que também é uma “obra” tua – quais os serviços que são prestados?

A FAZ POR MIM foi criada para atender uma série de necessidades daquelas pessoas que são muito ocupadas e que portanto não dispõem de tempo para certas tarefas. Eu notava que alguns clientes estavam sempre correndo, estressados, com dificuldades de sono, em razão daquelas inúmeras tarefas que a maioria das pessoas não gosta de fazer mas que precisam ser feitas, conciliadas com os horários de trabalho, de lazer, de estar com a família, como supermercado, arrumação de armários, arrumação do restante da casa. Assim, a empresa foi criada para assessorar a pessoa que não tem tempo ou disposição, ou ainda jeito, para organização.

Fazemos trabalhos como arrumação da casa, dos armários, gavetas, livros, cds, fotos, treinamos domésticas, acompanhamos pessoas em algumas atividades como médicos, festas infantis, fazemos o supermercado e outros tipos de compras, de acordo com a necessidade do cliente.


FAZ POR MIM - Assessoria Doméstica
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